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O ensino do jornalismo do futuro

16/02/2010

Visitando o site do Gjol vi um post do  Mediactive, do jornalista e pesquisador de Mídias  Dan Gilmor, da Universidade do Arizona. Vou transcrever alguns trechos de suas idéias, que entendi como parte de seus estudos para escrever um livro com o mesmo título do site. Faço um resumo de suas propostas  e dessa forma posso guardar material para a minha pesquisa sobre o ensino do jornalismo, já que na imensidão da internet quando perdemos uma referencia é mais difícil resgatá-la, principalmente se ocorre alguma “tragédia” com o nosso PC.

Gilmor parte da idéia de quais requisitos ele agregaria ao ensino do jornalismo se fosse abrir uma faculdade, por exemplo. Segundo ele começaria pelos princípios básicos que são prezar pela qualidade do jornalismo e conhecer bem as mídias.

Para atingir tal nível, o jornalista e pesquisador propõe alguns tópicos de relevancia. Vejamos:

  • Valorizar a graduação de jornalismo com programas de artes liberais. (Não sei o que seria esse atributo para nosso currículo, mas vamos em frente…) Na pós-graduação estimular o aprofundamento das pessoas  em conhecimento de áreas específicas e com isso melhorar e certamente ampliar o campo jornalístico.
  • Acabar com a diferença entre o jornalismo impresso, de tv e rádio e o online, já que estes estão se  fundindo. Gilmor enfatiza que a nova geração já nasce imersa nessas tecnologias, portanto é desnecessário diferenciá-la.
  • Incentivar e exigir, em alguns casos, a multidiciplinaridade e o aprender fazendo. Criar parcerias em torno da universidade, trabalhando com empresas de  engenharia / ciência da computação, cinema, ciência política, direito, design e muitos outros programas. Os objetivos seriam tanto desenvolver os próprios projetos, como também para ser uma comunidade com recursos essenciais para o futuro da mídia local.
  • Ensinar aos alunos não apenas os conceitos básicos de mídia digital, mas também o valor dos dados disponibilizado na rede e da programação para o seu trabalho futuro. Isso não significa necessariamente que eles precisam se tornar programadores, mas sim, saber se comunicar com os programadores. Incentivar estudantes de ciência da computação a tornarem-se  estudantes de graduação de jornalismo (?), para que eles possam ajudar a criar novos meios de comunicação no futura, quem sabe?
  • Incluir no currículo o ensino  de estatística e pesquisa básica, pesquisa e metodologia científica também são fundamentais.  A dificuldade dos jornalistas para entenderem e diferenciarem o que está lendo e/ou vendo seja  um bom jornalismo é uma das falhas dos profissionais. Assim, incentivar uma agenda de investigação, comas ligações entre e para as questões de mídia de hoje é essencial. Mais do que nunca, precisamos de dados concretos e análises rigorosas.
  • É importante incentivar nos estudantes de jornalismo aprenderem a entender sobre conceitos de negócios, especialmente os relativos à comunicação social. E este item, afirma Gilmor, não é apenas para modificar a negligencia de longa data sobre questões de questões de negócios na comunicação, mas também para reconhecer que os estudantes de hoje estarão entre as pessoas que desenvolvem modelos de negócios do jornalismo no amanhã.
  • Fazer do empreendedorismo uma parte essencial do ensino de jornalismo.  A Universidade do Arizona, onde trabalha, explica Gilmor, já trabalha com este conhecimento e as primeiras experiências foram gratificantes.  Os profissionais de jornalismo tem que reagir rápido as mudanças, ser flexível e estar sempre, sempre atento as mudanças de circunstâncias.
  • Como diz Edgar Moran, vivemos em um mundo de incertezas, que é parte de nossas vidas, e em tempos de mudanças tecnológicas digitais temos que, mais do que nunca, estarmos preparados para elas.
  • O professor acredita que se entendermos que o ensino de jornalismo é um passo importante , então não se deve apenas celebrar os graduados que tenham conseguido a fama (se não a fortuna) com o  jornalismo, mas também aqueles que fizeram suas carreiras em outros campos.
  • Um outro instrumento de valorização do ensino do jornalismo é ajudar as pessoas a apreciarem o valor do jornalismo ético, e das mídias locais de todos os tipos, não apenas a mídia tradicional.  O objetivo é trabalhar com pessoas da própria comunidade, novas mídias e  organizações locais. Assessorar e treinar jornalistas cidadãos para compreender e aplicar os princípios e boas práticas e mostrar que uma boa formação pode ajudar nessa construção de conhecimento.
  • Tudo isso, afirma o professor,  sugere uma missão consideravelmente maior para as escolas de jornalismo e programas do que os existentes no passado. Sugere também uma enorme oportunidade para o ensino do jornalismo. A necessidade deste tipo de formação nunca foi tão grande.

http://mediactive.com/2010/02/02/the-future-of-journalism-education/

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