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Ensinando jornalismo online: como construir o primeiro curso. (Parte I)

31/08/2010

A professora de jornalismo e pesquisadora da Universidade da Flórida Mindy McAdams publicou um artigo em 2004 sobre a difícil decisão dos educadores sobre como elaborar o currículo dos cursos de jornalismo. Seis anos se passaram e a questão do currículo dos cursos de jornalismo voltam a pauta aqui no Brasil porque muito coisa se pensou, mas muito pouco se colocou em prática. A minha idéia é rever tais questões e analisar onde se avançou e em quais pontos se estacionou.

A professora abre seu artigo colocando a seguinte questão: quanto tempo deve ser dedicado em termos de semestres para ensinar ferramentas de software versus o ensino de jornalismo propriamente dito: reportagem e redação….(artigo completo)

Primeiro porém é preciso definir o que é jornalismo online(JOL) – e que o torna único, segundo Mindy McAdams.

“Em primeiro lugar, algumas perguntas básicas”:

• os alunos vão produzir uma publicação on-line como parte do curso?

• Será que o curso inclui algum tempo de laboratório, não usa laboratório, ou vai ser dado inteiramente em um laboratório de informática?

• Existem pré-requisitos do jornalismo, como um curso de referência?

• Existem pré-requisitos em ciência da computação, tais como um curso de Internet básica?

Segundo McAdams as respostas as perguntas acima ajudam a descobrir o quanto o curso pode ou deve ser dedicado a qualificações, tais como  HTML básico, Dreamweaver e Photoshop. Se o curso tiver a carga horária de apenas uma hora por semana (pouco não?) em sessões de laboratório ministrado por outros estudantes (monitores), o produto final provavelmente não poderá ser uma revista online. Por outro lado, se o principal objetivo do curso é produzir um site de jornalismo on-line, o professor pode usar a primeira metade do semestre ensinando habilidades técnicas e a segunda metade do semestre reportagem e redação.

Depois dessa decisão de o quanto de cada porção do curso deverá ser usado no ensino do jornalismo online, afirma McAdams, o professor saberá quanto tempo está disponível para leitura e trabalhos sobre a prática do jornalismo online.

Uma outra questão de relevância é sobre o debate sobre as habilidades em software.

Muitos professores de jornalismo se dividem neste ponto. Alguns acham que o semestre deve ser dedicado também ao ensino de ferramentas de software, já outros acreditam que os próprios alunos devem se responsabilizar por este tipo de aprendizado. Alguns jornalistas ainda acreditam que basta ensiná-los a escrever e saber encontrar uma notícia que a parte do aprendizado de software será na própria empresa. Mindy alerta que antes de seguir qualquer um dos caminhos propostos, há que se pensar nos anúncios para empregos em organizações de notícias online.

Conclusão: apesar da defesa quanto a formação teórica/humanista em algumas instituições de ensino, competências diversas podem dar ao jovem aspirante a jornalista um bom estágio ou um bom trabalho em primeiro lugar, afirma a professora. Se os alunos podem sair de um curso de jornalismo online, com pelo menos uma compreensão rudimentar de HTML e bastante conhecimento de Photoshop e Dreamweaver ou algum outro gerenciador de conteúdo  para construir uma página da Web básica com links e imagens, pode ser suficiente para abrir algumas portas que poderiam estar fechadas para eles, na opinião de Mindy.

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