Desacreditar um jornalista custa US$55.000. Cem mil assinaturas de pessoas reais em petição no Change.org? US$6.000.  Tudo, desde promoções em redes sociais, criação de comentários falsos e manipulação de votos online é vendido a preços bem atrativos na indústria das informações falsas. A Trend Micro estudou mercados chineses, russos, árabes do Oriente Médio e inglês, e descobriu também que as campanhas de notícias falsas não são só manipulação de bots autônomos, mas também são idealizadas e realizadas por pessoas reais através de grandes programas de crowdsourcing.como-ganhar-dinheiro-com-blog-003

Não é o caso de perder a fé na humanidade e nas causas humanitárias, claro!, mas temos que estar atentos ao que nos acontece, às informações que nos chegam através de que mídia for. E mesmo que a fonte seja um parente, amigo ou ídolo é necessário pensar. E na dúvida, não compartilhar. Ou  fazer algo ainda melhor… saber exercer o direito há pouco conquistado de ser também produtor de conteúdo com responsabilidade e ética. A solução mais fácil poderia ser demonizar a comunicação em redes digitais que potencializa as práticas infratoras, as mentiras e maldades, mas não convém abrirmos mão de uma conquista tecnológica de “empoderamento” tão longamente desejada na nossa história evolutiva: a quebra da hegemonia comunicativa.

Quer saber mais sobre o mercado das notícias falsas? No relatório da Trend Micro (link acima), “A falsa máquina de notícias: como propagandistas abusam da internet e manipulam o público”, traz detalhes, com listas de preços em vários idiomas e estudos de caso de diversos países.

Anúncios