Fenômeno midiático proveniente das tecnologias digitais ou processo comunicativo/ interpretativo recorrente ao longo da História? É um fenômeno impactante na representação e lógica da interpretação dos signos para a quebra de qualidade da representação ao longo da existência da humanidade para contestar as idéias vigentes? Bomba semiótica! É uma  lógica “desconcertante” e bastante apropriada do que temos vivenciado na comunicação, atualmente. Sanders Peirce iria ficar extasiado.

Vejamos os exemplos de bombas semióticas do historiador e articulista do GGN  Fernando Horta: a fotografia de 1972 de uma menina vietnamita coberta por napalm; a publicação em 1952 do romance A Cabana do Pai Thomas. Os poemas do alcunhado “Boca do Inferno, Gregório de Matos. E, mais atrás no tempo, a “Divina Comédia” de Dante, segundo Horta, “A maior bomba semiótica do século XIV”. Estes signos mudaram alguns elementos dos rumos da história, segundo ele.

Mas, se as “bombas semióticas”  estão na moda, deve-se ao modelo midiático atual?  Se dá quando sentimos e interpretamos uma explosão de signos, que fluem sem parar sobre todos nós? Ou se reflete numa interpretação e reação a todas as impressões que a “ficção” simbólica nos submete diariamente?

Se bombas semióticas existem, diz Wilson Ferreira, se dá mais como “protesto semiótico” desde, talvez, tempos imemoriais. Logo, elas não existem como fenômeno materialmente determinado, mas como fatos políticos e econômicos. É a carroça que tem que ficar atrás dos bois: os fatos históricos concretos e determinados.

O que parece, complementa,  é que atualmente as bombas semióticas são instrumentos de um esforço coordenado e amplo de conquista de corações e mentes pela ocupação do campo midiático pela atual tática de guerra híbrida (ação direta + ocupação semiótica). Artigo completo.

E nessa guerra por nossas mentes e ações através do simbólico, para resultados no concreto na tomada de poder,  vamos ficando  cada vez mais confusos, sobretudo para aqueles que não tem preparo para compreender como funciona o sistema simbólico projetado pelas mídias (atuais e doutras) e os princípios e objetivos que os sustentam. Será possível a resistência? Ler o artigo citado vale muito.

Fonte: Bomba Semiótica!, por Wilson Ferreira

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