O ambiente digital tem se tornado um espaço de disputas (muitas vezes ferozes) sobre a hegemonia doCaptura de ecrã 2018-09-04, às 17.22.22 discurso. A tecnologia que deveria ser utilizada para retirar mediadores, e promover uma comunicação horizontal, de esclarecimentos e contra informação das midias de massa, têm servido, e de forma muito eficaz como instrumento para o desenvolvimento das distopias.

Não por culpa da tecnologia, esta é neutra, mas porque deu voz e amplificou vozes de humanos do bem e do mal. Nesse campo de batalha é óbvio que os humanos do mal gritam sua ignorância e medo e conseguem fazer bastante ruído pois imaginam que a internet é uma “terra sem lei”.

O grupo dos jornalistas, pela natureza investigativa e expositiva da sua profissão, é um dos  que mais sentem essa agressividade online, recebe ameaças e se expõe aos facistas que crescem e se espalham pelo mundo. Segundo a Associação Brasileira de jornalismo Investigativo (Abraji) é importante não naturalizar os assédios como se fossem ossos do ofício ser alvo de ataques.

Desde 2017 a Abraji vem promovendo a construção de uma rede de jornalistas no Brasil para investigar assassinatos, tentativas de homicídio ou sequestro de repórteres, como forma de combater a impunidade de crimes “no mundo real”. Deste movimento surge uma publicação para sensibilizar veículos, jornalistas, empresas de tecnologia, entidades ligadas ao jornalismo e autoridades policiais e da Justiça para a gravidade do assédio online. A ideia do manual “Como lidar com o assédio contra jornalistas na rede” é recomendar a necessidade de jornalistas e redações elaborarem protocolos de defesa contra esse problema.

Muito útil também para todos que desejem se proteger de possíveis ataques nas redes online.

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