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Novo e-book do Knight Center aborda a educação global dos jornalistas

27/04/2017

O Centro Knight anunciou a publicação do livro “Educação Global do Jornalismo no GlobalJournalism_pdfSéculo XXI: Desafios e Inovações” (traduzido), editado pelos professores Robyn S. Goodman e Elanie Stey.

A promessa do prefácio é de fazer um estudo comparado do ensino do jornalismo em vários países com base em pesquisas anteriores e oferecendo conceitual teórico, empírico e prático sobre como está o Campo e para onde parece estar se dirigindo.  Os capítulos conceituais examinam a educação jornalística ao longo do tempo, e os estudos empíricos detalham as inovações em sala de aula nos países pesquisados.

Obviamente que a despeito do suposto alcance do estudo, é nada menos que uma pesquisa representativa do que acontece na educação dos jornalista. O que já é muito bom ter algum estudo sobre isso, pois ter um panorama “global” de como vêm se estruturando o ensino do jornalismo no Ocidente oferece caminhos para reconstruir valores e ética perdidos e atualizar as formações.

Fonte: “Global Journalism Education:” Knight Center launches a new ebook; download it for free

Etnografia x Etnografia Digital

19/01/2017

Boas dicas de pesquisa. Usei o método para pesquisa do doutorado. Especificamente do facebook. A coleta de dados é mais difícil do que a teoria se apresenta, devido as características múltiplas desta rede. Acredito que a construção do conhecimento de algo novo seja assim mesmo. Primeiro a teoria (1), depois a prática (2) e volta a teoria com os devidos ajustes (3). Ainda estou na fase dois, pois precisei de técnicas tradicionais para concluir a coleta de dados. Ou seja, de volta a teoria.

deborazanini

Netnografia / Etnografia Digital / Etnografia Virtual são nomes dados[1] a um conjunto de técnicas que adapta uma das principais metodologias da pesquisa antropológica ao mundo da internet. Ela usa (ou deveria usar) a técnica consagrada das ciências sociais de mais de um século de idade, a etnografia, e a aplicá-la ao universo das mídias sociais.

O nome, por mais que seja importante debater, não será o foco deste texto. Sendo assim, utilizarei o nome Etnografia Digital e o debate do nome ficará para uma futura oportunidade. Assim, neste documento, a prioridade será: explicar como é feito uma pesquisa etnográfica clássica (aquela da antropologia), com todas as suas etapas e ajudar o pesquisador / analista de mídias sociais a realizar pesquisas etnográficas em ambientes digitais, seguindo os padrões clássicos. Ao entender o modelo de pesquisa etnográfica padrão, será mais fácil e mais seguro o pesquisador digital…

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Dicas de como identificar notícias falsas.

16/01/2017

Em tempos de mentiras online, espalhadas com “elevação ao cubo”, é importante parar e refletir se o que vamos partilhar vai fazer algum sentido, não só pensando nos seus “amigos” de redes, mas também se converge com suas idéias expostas na sua linha de publicações.

Várias são as formas de se identificar notícias falsas para não replica-la, e a principal e mais óbvia é ler, claro. Muitas pessoas compartilham informações sem ao menos terminar de ler o título. Massa cinzenta foi feita para usar minha gente. Não á toa sua cor é cinza, a mais sem graça das tonalidades, para não deixar distrações.

Assim, seguem dicas preciosas de como combater a mentira e os mentirosos! Do portal Comunique-se.

 

A atenção (e fatos) das coisas…

16/12/2016

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Reportagem do “Brasil247.com” divulga pesquisa do Instituto Ipsos Mori sobre informação e percepção de sua própria realidade, e o Brasil aparece em sexto lugar entre os países cuja população tem falta de conhecimento ou informação objetiva sobre sua realidade. A informação  mais importante, contudo, está no fator comum entre os países primeiros colocados: o monopólio midiático; texto de Wilson Ferreira. Confira!

Código de Ética do Jornalismo: ainda podemos contar com ele?

21/07/2016

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eticaAs últimas notícias sobre jornalismo que tenho recebido no facebook tratam sobre o próprio jornalismo. Tem repercutido  entre as mídias alternativas no facebook a fraude estatística praticada pela Folha de São Paulo utilizando dados estatísticos do Datafolha. O autor do artigo denúncia é o The Intercept. Lançado em 2014 por Glenn Greenwald, Laura Poitras e Jeremy Scahill, é um site jornalístico dedicado a produzir informação, segundo eles, sem medo, e para ir de encontro ao jornalismo contraditório.

A matéria em questão mostra a abordagem deturpada da Folha de São Paulo, em conivência com o Datafolha sobre a opinião dos brasileiros a respeito do presidente interino Michel Temer. A matéria tem o título “Folha comete fraude jornalística com pesquisa manipulada visando alavancar Temer” e trata nada mais, ou menos, sobre a falta de ética da referida e “conceituada”  empresa jornalística. A reportagem manipula dados estatísticos a favor de Temer e transforma uma figura impopular em popular num momento de decisão política à cerca da saída definitiva da presidente Dilma Rousseff

O Jornalismo atual foi normatizado no século XIX, e foram decretados princípios básicos como “imparcialidade”, “objetividade”, “relevância pública” (…). O Código de Ética é  auto regulatório, em geral, e elaborado pelas próprias empresas cujo objetivo é defender uma conduta desejável esperada do profissional. Enfim… tema longo e polêmico. A conduta não ética da Folha e de muitos órgãos de imprensa têm repercutido como nunca antes, fruto de mudanças nas interações em tempos de mídias digitais, pois o Campo perde a quase exclusividade da mediação das notícias, que agora circulam de forma mais horizontal através das redes sociais e internet.

O jornalismo está reinventando suas práticas e apesar da resistência da academia em lidar com fatos mais conceituais, como seus princípios, precisa tratar de forma mais enfática e sem preconceitos à cerca dos fundamentos que regem o jornalismo e são passados de geração a geração. Ao que parece os modelos conceituais elaborados no século XIX estão muito evidentes no século XXI, no sentido de se perceber que já não funcionam a contento, ou melhor, ficam mal disfarçados em suas falhas e incoerências.

 

Reportagem explica como foi feita investigação “Panamá papers”

05/05/2016

O Blog e o UOL fazem uma série de reportagens sobre a aputação da investigação jornalística Panamá PapersA apuração criou um acervo de cerca de 11,5 milhões de arquivos do escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca, obtidos pelo jornal alemão “Süddeutsche Zeitung” e compartilhado com o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês).

Estiveram envolvidos 376 jornalistas de 76 países de 109 veículos de mídia diferentes. O material está sendo analisado há cerca de 1 ano para a preparação da série. No Brasil, participaram da apuração o UOL, o jornal “O Estado de S. Paulo” e a RedeTV!.

Os dados cobrem o período que vai de 1977 até dezembro de 2015. Foram identificadas 214.488 pessoas jurídicas nos dados, entre empresas, trustes e fundações, informa a matéria do UOL.  Um levantamento do ICIJ identificou cerca de 1,7 mil beneficiários de offshores com endereços no Brasil. Detalhes de como foi feita a investigação jornalística aqui.

Facebook prepara novo aplicativo de notícias

09/11/2015

O Facebook se prepara para lançar  o “Notify”, aplicativo com conteúdo de veículos de informação como o jornal “The Instant articlesWashington Post”, a revista “Vogue” e a emissora de televisão “CBS”, segundo informações vazadas à imprensa, diz a Exame.com.

De acordo as informações,  o Facebook ainda não se pronunciou, o Notify incluirá conteúdo de veículos de informação impressos, digitais e empresas que produzem vídeos, como o canal a cabo americano Comedy Central. Entre os parceiros estariam também os sites Mashable e Billboard.

Estas informações surgiram após a rede social divulgar, nesta semana, que mais de 894 milhões, dos cerca de 1 bilhão de usuários que acessam diariamente a rede, utilizam o celular para se conectar, sendo então o principal meio de acesso.

O celular vem ganhando protagonismo cada vez maior na distribuição de notícias, mesmo que os veículos de comunicação ainda não tenham sido capazes de atrair volumes significativos de publicidade através desse tipo de dispositivo, informa a agência de notícias EFE.

Aos interessados em notícias é bom anotar que o Facebook inaugurou o Instant Articles, uma aliança entre a empresa e nove grandes veículos de comunicação, entre eles o jornal americano “The New York Times” e o britânico “The Guardian” para distribuir seus conteúdos diretamente através da rede social. O porém é que está disponível apenas para Iphones. Mas segundo a empresa logo será desenvolvido para Andróides.

Os parceiros do Facebook na iniciativa têm a opção de incluir publicidade em seus artigos e manter o faturamento ou permitir que o Facebook venda os anúncios e fique com 30% do valor arrecadado.

Novos formatos de negócio para o jornalismo. Contudo é preciso entendê-lo bem para poder ser rentável também para as empresas jornalística.