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Ferramenta jornalística mede impacto político e social das notícias

10/07/2017

download (1)Impacto.jor é a ferramenta desenvolvida pelo jornalista e pesquisador Pedro Burgo em parceria com o Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo (Projor) e o Google News Lab Brasil para medir diferentes efeitos de reportagens sobre a sociedade e seus impactos sociais. O objetivo da ferramenta  é coletar números que ajudem a dar noção qualitativa da influência do jornalismo produzido por um veículo e também gerar dados quantificáveis para as mídias, que podem produzir relatórios e disponibilizá-lo para seus públicos, apoiadores e anunciantes; enfim, prestar contas a sociedade.

Essa ferramenta chega em boa hora, e surge em um momento delicado de questionamento da credibilidade do Jornalismo. De acordo com os fundamentos do Campo, sua existência sempre se justificou por ser um instrumento de manutenção das democracias e por ter um impacto social relevante. Infelizmente essa não é a realidade, pois o jornalismo prosperou com o capitalismo, e por isso, sempre esteve atrelado aos segmentos de poder e na maioria das vezes defendendo seus interesses, em detrimento dos interesses de domínio público.

Com as tecnologias digitais que permitem comunicação em rede  e de forma global, os tradicionais modelos de gestão da comunicação de massa focados em garantir as estruturas de poder tradicionais são abalados e novos modelos de existir passam a ser objeto de pesquisas e práticas por todo o mundo. O Jornalismo, que há décadas vêm se reinventando por ter sido um dos campos da comunicação mais afetados com as tecnologias digitais, busca resgatar seu valor perdido para o endurecimento do que há de mais predador do capitalismo levado a extremo, e que vem consumindo recursos humanos e ambientais sem se preocupar com a sua própria existência.

Esta ferramenta permitirá que os veículos, se assim desejarem, possam medir o desempenho de seus profissionais e o alcance que seus conteúdos causam na sociedade. De acordo com a matéria da Gazeta do Povo, jornal que já vêm experimentando a ferramenta, ela será disponibilizada, assim como a metodologia aplicada, para que possa ser usada gratuitamente por outros veículos de comunicação. Em tempos de busca por credibilidade da informação, todas as ferramentas para melhorar o trabalho jornalístico são bem vindas!

 

Novo e-book do Knight Center aborda a educação global dos jornalistas

27/04/2017

O Centro Knight anunciou a publicação do livro “Educação Global do Jornalismo no GlobalJournalism_pdfSéculo XXI: Desafios e Inovações” (traduzido), editado pelos professores Robyn S. Goodman e Elanie Stey.

A promessa do prefácio é de fazer um estudo comparado do ensino do jornalismo em vários países com base em pesquisas anteriores e oferecendo conceitual teórico, empírico e prático sobre como está o Campo e para onde parece estar se dirigindo.  Os capítulos conceituais examinam a educação jornalística ao longo do tempo, e os estudos empíricos detalham as inovações em sala de aula nos países pesquisados.

Obviamente que a despeito do suposto alcance do estudo, é nada menos que uma pesquisa representativa do que acontece na educação dos jornalista. O que já é muito bom ter algum estudo sobre isso, pois ter um panorama “global” de como vêm se estruturando o ensino do jornalismo no Ocidente oferece caminhos para reconstruir valores e ética perdidos e atualizar as formações.

Fonte: “Global Journalism Education:” Knight Center launches a new ebook; download it for free

Brasil, pseudo jornalismo e resistência

26/05/2017

Etnografia x Etnografia Digital

19/01/2017

Boas dicas de pesquisa. Usei o método para pesquisa do doutorado. Especificamente do facebook. A coleta de dados é mais difícil do que a teoria se apresenta, devido as características múltiplas desta rede. Acredito que a construção do conhecimento de algo novo seja assim mesmo. Primeiro a teoria (1), depois a prática (2) e volta a teoria com os devidos ajustes (3). Ainda estou na fase dois, pois precisei de técnicas tradicionais para concluir a coleta de dados. Ou seja, de volta a teoria.

deborazanini

Netnografia / Etnografia Digital / Etnografia Virtual são nomes dados[1] a um conjunto de técnicas que adapta uma das principais metodologias da pesquisa antropológica ao mundo da internet. Ela usa (ou deveria usar) a técnica consagrada das ciências sociais de mais de um século de idade, a etnografia, e a aplicá-la ao universo das mídias sociais.

O nome, por mais que seja importante debater, não será o foco deste texto. Sendo assim, utilizarei o nome Etnografia Digital e o debate do nome ficará para uma futura oportunidade. Assim, neste documento, a prioridade será: explicar como é feito uma pesquisa etnográfica clássica (aquela da antropologia), com todas as suas etapas e ajudar o pesquisador / analista de mídias sociais a realizar pesquisas etnográficas em ambientes digitais, seguindo os padrões clássicos. Ao entender o modelo de pesquisa etnográfica padrão, será mais fácil e mais seguro o pesquisador digital…

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Dicas de como identificar notícias falsas.

16/01/2017

Em tempos de mentiras online, espalhadas com “elevação ao cubo”, é importante parar e refletir se o que vamos partilhar vai fazer algum sentido, não só pensando nos seus “amigos” de redes, mas também se converge com suas idéias expostas na sua linha de publicações.

Várias são as formas de se identificar notícias falsas para não replica-la, e a principal e mais óbvia é ler, claro. Muitas pessoas compartilham informações sem ao menos terminar de ler o título. Massa cinzenta foi feita para usar minha gente. Não á toa sua cor é cinza, a mais sem graça das tonalidades, para não deixar distrações.

Assim, seguem dicas preciosas de como combater a mentira e os mentirosos! Do portal Comunique-se.

 

A atenção (e fatos) das coisas…

16/12/2016

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Reportagem do “Brasil247.com” divulga pesquisa do Instituto Ipsos Mori sobre informação e percepção de sua própria realidade, e o Brasil aparece em sexto lugar entre os países cuja população tem falta de conhecimento ou informação objetiva sobre sua realidade. A informação  mais importante, contudo, está no fator comum entre os países primeiros colocados: o monopólio midiático; texto de Wilson Ferreira. Confira!

Código de Ética do Jornalismo: ainda podemos contar com ele?

21/07/2016

ata

eticaAs últimas notícias sobre jornalismo que tenho recebido no facebook tratam sobre o próprio jornalismo. Tem repercutido  entre as mídias alternativas no facebook a fraude estatística praticada pela Folha de São Paulo utilizando dados estatísticos do Datafolha. O autor do artigo denúncia é o The Intercept. Lançado em 2014 por Glenn Greenwald, Laura Poitras e Jeremy Scahill, é um site jornalístico dedicado a produzir informação, segundo eles, sem medo, e para ir de encontro ao jornalismo contraditório.

A matéria em questão mostra a abordagem deturpada da Folha de São Paulo, em conivência com o Datafolha sobre a opinião dos brasileiros a respeito do presidente interino Michel Temer. A matéria tem o título “Folha comete fraude jornalística com pesquisa manipulada visando alavancar Temer” e trata nada mais, ou menos, sobre a falta de ética da referida e “conceituada”  empresa jornalística. A reportagem manipula dados estatísticos a favor de Temer e transforma uma figura impopular em popular num momento de decisão política à cerca da saída definitiva da presidente Dilma Rousseff

O Jornalismo atual foi normatizado no século XIX, e foram decretados princípios básicos como “imparcialidade”, “objetividade”, “relevância pública” (…). O Código de Ética é  auto regulatório, em geral, e elaborado pelas próprias empresas cujo objetivo é defender uma conduta desejável esperada do profissional. Enfim… tema longo e polêmico. A conduta não ética da Folha e de muitos órgãos de imprensa têm repercutido como nunca antes, fruto de mudanças nas interações em tempos de mídias digitais, pois o Campo perde a quase exclusividade da mediação das notícias, que agora circulam de forma mais horizontal através das redes sociais e internet.

O jornalismo está reinventando suas práticas e apesar da resistência da academia em lidar com fatos mais conceituais, como seus princípios, precisa tratar de forma mais enfática e sem preconceitos à cerca dos fundamentos que regem o jornalismo e são passados de geração a geração. Ao que parece os modelos conceituais elaborados no século XIX estão muito evidentes no século XXI, no sentido de se perceber que já não funcionam a contento, ou melhor, ficam mal disfarçados em suas falhas e incoerências.